sábado, 6 de dezembro de 2008

Lição

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

[bêbada bêbada]

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Trabalho

Tem coisa que é difícil que não é fácil não, e isso É FATO. E pior do que uma coisa difícil só duas coisas. E foi nessa nau a deriva que eu entrei nesse semestre.

Abaixo duas peças desenvolvidas para a apresentação do nosso interdisciplinar (aquilo que eu chamo de morte em doses homeopáticas!)



Esse trabalho é o desenvolvimento de um restort em Uberlândia. O projeto chama-se "Estagnação e Movimento."



E esse é o desenvolvimento de um produto para que as classes D e E tenham mais acesso a ele. Chama-se "Cabendo no Orçamento."

Depois de tanto trabalho ninguém entende porque eu quero vender côco na praia...

Créditos para Matheus e Daniel

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Poesia e Música

O poema de Cecília Meireles:

Marcha

"Quando penso no teu rosto, fecho os olhos de saudade
Tenho visto muita coisa, menos a felicidade
Soltam-se meus dedos tristes
dos sonhos claros que invento
Nem aquilo que imagino
já me dá contentamento

Gosto da minha palavra pelo sabor que me deste
Mesmo quando é linda, amarga
Como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo que tenho
entre o sol e o vento.
Meu vestido, minha música,
meu sonho, meu alimento."

A música de Fagner:



Combinação mais perfeita não poderia ter.

(Saudade e alegria nesses dias que parecem estar de cabeça pra baixo.)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Resumo

Só um overview das bandas que lançaram os melhores albuns de 2008. E que 2009 traga músicas tão boas quanto às que 2008 trouxe.

Em primeiro lugar, claro, não podia ser outra banda:
Sígur Rós que lançou o album Med Sud I Eyrum Vid Spilum Endalaust (aplausos infinitos para Ára Bátur).

Em segundo lugar A Silver Mt. Zion com o album 13 Blues for 13 Moons

E em terceiro lugar Do Make Say Think com o album The Whole Story of Glory.

Também quero muitos aplausos para as seguintes bandas que realmente não dá pra classificar.

Thursday/Envy - Split
Raein - Nati da Altri Padri
Linda Martini - Marsupial
Envy/Jesu - Split
The Sound of Animals Fighting - The Ocean and the Sun
Miaou - All Around Us
Suis La Lune - Heir
La Quiete - La Quiete
La Dispute - Only Everything Below
Mogwai - Happy Songs for Happy People

2008 foi um ano MUSICAL!

E deixem comentários caso falte alguma banda na lista.

Você tem barriga?

-
Por Arnaldo Jabor:


Parem, vejam e vamos refletir...

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais.
Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte
Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca
fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
- A tartaruga com toda aquela lerdeza ,vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista, compositor e intérprete baiano é conhecido como pai da preguiça. Passa 4/5 do dia deitado numa rede. Autêntico marcha-lenta, leva 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico, morreu com mais de 90 anos. E a Derci Goncalves? Passou dos 100.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia?
Sai dessa enquanto você ainda tem saúde.
E viva o sedentarismo ocioso!!!
Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo.
Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!!!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!!
O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você tem pneus??? Lógico, todo avião tem!!! rsrs


(recebi por email da Criss)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dezembro



Lista de presentes:

Eu quero minha infância de volta
O cheiro da comida da minha vó
As histórias que meu vô contava
A família reunida
Meus sonhos de criança
Minha eterna disposição
Os amigos e parentes que a morte levou
A doçura daquele tempo que eu era feliz e não sabia.

O que você quer de Natal?

Black out e down

Meio anestesiada,
meio entorpecida,
meio passada.
Eu fico assim,
depois da bebedeira,
depois do sono
que não veio.

Eu fico pouca,
pequena, fraca.
Eu não sinto minhas
mãos, eu não sinto
meus pés, minha cabeça
dói, meu corpo formiga.

As horas que não passam
o amanhã que não chega nunca
o dia que nao clareia.
Eu não gosto da noite,
porque me perco nela.

E depois dessas frases que não
disseram nada com nada
e dessas notas musicais que
latejam na minha cabeça
vou dormir de luz acesa
porque ando com medo
do escuro.

Flor de Moraes